O tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e pulmonares. O alerta é do cardiologista Anderson Armstrong, que destacou os impactos do cigarro comum e do cigarro eletrônico na saúde.
Segundo o médico, qualquer quantidade de cigarro já representa perigo ao organismo. “O cigarro é um perde e perde. Não traz nenhum benefício para a saúde. Qualquer quantidade aumenta o risco de infarto, AVC e doenças pulmonares”, afirmou durante entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, da Nova Cidade FM.
Além do câncer, o especialista explicou que o tabagismo pode provocar obstrução dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de amputações e outros problemas graves. Ele ressaltou ainda que abandonar o vício é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde do coração. “Você pode fazer atividade física, ter boa alimentação, mas se fuma, o risco cardiovascular continua muito maior do que o de uma pessoa que não fuma”, destacou.
O cardiologista também fez um alerta sobre o avanço do uso dos cigarros eletrônicos, especialmente entre jovens. Segundo ele, os dispositivos possuem elevada carga de nicotina e podem causar dependência rapidamente. “O cigarro eletrônico altera a pressão arterial, compromete os vasos sanguíneos e aumenta o risco de infarto e derrame. Muitos jovens acham que é inofensivo por causa dos sabores e do formato moderno, mas os riscos são reais”, afirmou.
Durante a entrevista, Dr. Anderson Armstrong lembrou que o Brasil é referência internacional no combate ao tabagismo, com redução significativa do número de fumantes nas últimas décadas.
O especialista também explicou que o vício em nicotina possui forte relação com fatores emocionais e sociais, o que dificulta o abandono do cigarro. “O cigarro tem uma das maiores taxas de recaída. Muitas vezes, o tratamento precisa incluir acompanhamento psicológico e até medicações antidepressivas”, pontuou.
Outro ponto abordado foi o risco do fumo passivo e a situação de pacientes hipertensos e com colesterol alto que também fumam, considerados de altíssimo risco para eventos cardiovasculares.
Ao final, o cardiologista reforçou que parar de fumar reduz gradativamente os danos ao organismo e melhora a qualidade de vida.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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