O bullying pode causar impactos profundos na saúde mental de crianças e adolescentes e não deve ser tratado como uma simples brincadeira. O alerta é da psicóloga Flávia Rocha, em entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição. “Na brincadeira, todos se divertem. No bullying, existe alguém sofrendo. Por isso, não podemos normalizar esse comportamento”, afirmou.
Segundo a especialista, os pais devem ficar atentos a sinais como isolamento, tristeza, mudanças no sono, na alimentação e dificuldade da criança em falar sobre o que está acontecendo. “Muitas vítimas se calam por vergonha ou medo. O problema começa a ser enfrentado quando elas encontram acolhimento e conseguem falar sobre o sofrimento”, destacou.
Flávia também chamou atenção para o cyberbullying, que amplia os danos emocionais por ocorrer de forma contínua nas redes sociais e aplicativos de mensagens. “Hoje a criança não encontra descanso ao chegar em casa. As agressões podem continuar durante todo o dia pela internet”, alertou.
A psicóloga defende que o combate ao bullying deve envolver família, escola e sociedade. Ela ressalta que casos não enfrentados podem resultar em problemas emocionais graves, incluindo automutilação e pensamentos autodestrutivos.
“Quando a dor não é expressa pela fala, ela pode acabar sendo direcionada contra o próprio corpo. Por isso, toda situação de bullying precisa ser levada a sério”, concluiu.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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