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Inscrição automática no Enem 2026 deve ampliar participação de estudantes da rede pública

O Ministério da Educação anunciou mudanças importantes para o Enem 2026, entre elas a inscrição automática dos estudantes da terceira série do ensino médio da rede pública. A medida também contempla alunos da quarta série da educação profissional e busca ampliar a participação dos jovens no exame.

Segundo Manuel Calazans, assessor especial de educação, a mudança representa um avanço importante no acesso ao exame. “Antes, a inscrição era uma verdadeira batalha. Muitos estudantes acabavam perdendo prazo ou tinham dificuldades no processo. Agora, o sistema fará isso automaticamente”, afirmou durante entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, da Nova Cidade FM.

Apesar da inscrição automática, os estudantes ainda precisarão acessar o sistema para definir algumas informações, como a escolha da língua estrangeira entre inglês e espanhol, solicitação de atendimento especializado e inclusão de nome social.

Provas

Outra novidade anunciada pelo MEC é a ampliação dos locais de aplicação das provas. Mais de 1.500 cidades passarão a sediar o exame, reduzindo a necessidade de deslocamento de estudantes para municípios maiores. “Isso facilita muito a vida do aluno. A ideia é que ele possa fazer a prova na própria cidade ou em um bairro mais próximo, evitando viagens longas”, destacou Manuel Calazans.

Durante a entrevista, o assessor também falou sobre as ações de preparação desenvolvidas pela rede estadual da Bahia, com foco em simulados digitais, incentivo à redação e uso de plataformas educacionais. “A Bahia vem se destacando nacionalmente nas notas de redação do Enem. Temos muitos estudantes da rede estadual alcançando notas acima de 900 pontos”, ressaltou.

Outro tema abordado foi a proibição do uso de celulares nas escolas. Segundo Manuel, a Secretaria de Educação tem investido na distribuição de tablets para estudantes do segundo e terceiro ano, permitindo o acesso a conteúdos digitais de forma orientada pelos professores. “A tecnologia continua presente no aprendizado, mas de maneira mediada e pedagógica, sem os prejuízos do uso recreativo do celular em sala de aula”, explicou.

Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM

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