Em entrevista ao programa Conexão Cidade Primeira Edição, da Nova Cidade FM, o diretor comercial da MBR, Renato Miralla, analisou o momento de expansão do Brasil no mercado internacional de fruticultura. “Sendo atualmente o terceiro maior produtor mundial, o país busca alinhar sua capacidade produtiva ao seu desempenho nas exportações”, pontuou.
Crescimento e metas
Nos últimos dez anos, o setor de frutas brasileiro deu saltos significativos. Segundo Miralla, “nós crescemos 38% em valor e 62% em volume de frutas exportadas” no período.
Apesar do avanço, o Brasil ainda ocupa entre a 25ª e a 27ª posição no ranking global de exportadores, cenário que o setor pretende transformar drasticamente: “Gostaria de ver o Brasil nos próximos 10 anos entre os top 10 aí exportadores mundiais”, afirmou o diretor
Vale do São Francisco
A região do Vale do São Francisco foi apontada como peça-chave nessa engrenagem, especialmente na exportação de mangas e uvas. Renato destacou que o impacto regional é massivo para a economia nacional: “O Vale tem uma importância extremamente relevante. A gente está falando entre 30 e 40% do total do valor exportado”.
No último ano, o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão em frutas, com forte participação da região. Para alcançar o topo do ranking, o Brasil precisa superar obstáculos internos, como o alto custo de transporte da fazenda até os portos. Além disso, o mercado internacional impõe padrões rígidos de certificação e rastreabilidade. Sobre o custo para se adequar a essas normas, Miralla pontuou que o foco deve ser a eficiência, “no primeiro momento pode encarecer, mas eu acho que no segundo momento melhora e aumenta muito a sua produtividade também, vejo mais como um investimento do que um encarecimento”, expôs.
Oportunidade
O diretor também reforçou que o mercado externo não é restrito apenas aos grandes players. Com o investimento correto em protocolos e certificações, há espaço para todos os tamanhos de operação. “Acredito que o Brasil tem muito potencial para desenvolver médios e pequenos e dar acesso a esses produtores ao mercado internacional”.
Renato concluiu destacando que o selo de Indicação Geográfica e a curiosidade do consumidor estrangeiro sobre a origem dos alimentos são tendências que agregam valor e devem impulsionar o setor nos próximos anos.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM





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