A restituição do Imposto de Renda pode representar uma oportunidade importante para reorganizar a vida financeira dos brasileiros em 2026. Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, aponta que 36% dos contribuintes pretendem usar o dinheiro para quitar dívidas.
Em entrevista concedida ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, a especialista em educação financeira da Serasa, Karla Pontes, destacou que o momento pode ser decisivo para quem busca recuperar o equilíbrio financeiro. “Muita gente está enxergando a restituição como uma oportunidade para reorganizar a vida financeira e sair do vermelho”, afirmou.
Segundo Karla, o Brasil vive atualmente um cenário preocupante de inadimplência, com mais de 83 milhões de pessoas com o nome negativado. “Hoje, mais da metade da população adulta brasileira está inadimplente. É um número muito alarmante”, ressaltou.
A especialista explicou que os principais fatores para o endividamento envolvem juros altos, inflação e também a falta de educação financeira. “O cartão de crédito ainda é o grande vilão, porque muitas pessoas acabam usando como complemento da renda e enfrentam juros muito elevados”, explicou.
Karla Pontes também orientou sobre os cuidados necessários na hora de negociar as dívidas. “Não adianta pagar a primeira parcela e voltar a se endividar. A pessoa precisa assumir um acordo que realmente caiba no orçamento até o fim”, alertou.
A especialista destacou ainda que a Serasa disponibiliza plataformas de negociação com descontos que podem chegar a 90% e parcelamentos em até 72 vezes.
Outro ponto reforçado por Karla foi a importância de criar o hábito da reserva financeira, mesmo com pequenos valores. “Guardar R$ 30 ou R$ 50 por mês já é um começo importante para criar disciplina financeira”, disse.
Entre as principais orientações para sair do endividamento, ela recomenda listar todas as dívidas, organizar ganhos e gastos e priorizar o pagamento das contas com juros mais altos. “A organização financeira começa quando a pessoa entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e quais dívidas precisam ser prioridade”, concluiu.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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