Motoristas de aplicativo e entregadores já começam a sentir os efeitos da reforma tributária, principalmente com a criação da figura do nanoempreendedor, que traz novas possibilidades, e também exige atenção.
Em entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, a contadora Socorro Coelho explicou como essas mudanças impactam diretamente esses trabalhadores.
Segundo ela, a principal diferença está no limite de renda e na forma de tributação. “Hoje o MEI permite faturar até 81 mil reais por ano. Já com o nanoempreendedor, esse valor pode chegar a quase 162 mil reais”, destacou.
Mas nem todo esse valor será tributado. “A lei entende que apenas 25% do que o motorista ou entregador recebe será considerado renda tributável”, explicou Socorro.
Renda
Na prática, isso permite que o profissional tenha uma renda maior, pagando menos impostos dentro desse novo modelo.
Por outro lado, há uma mudança importante: o nanoempreendedor não pode ser MEI. “Ele precisa atuar como pessoa física. E isso exige uma análise cuidadosa, porque o MEI garante benefícios previdenciários”, alertou.
Sobre isso, Socorro reforça: “quem optar por esse modelo precisa fazer a contribuição para o INSS por conta própria, para não ficar desassistido no futuro”.
A especialista também chama atenção para a organização financeira desses trabalhadores. “Mesmo sendo pessoa física, é fundamental separar as contas pessoais das contas da atividade. Isso facilita o controle e evita problemas na hora de declarar a renda”, orientou.
Apesar de ainda poder passar por ajustes no Congresso, a reforma já está em andamento. “A lei já está posta e vai continuar avançando. O importante agora é entender as regras e se adequar”, concluiu.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM





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