Dormir bem vai muito além de descansar. O sono tem relação direta com a saúde metabólica, cardiovascular e imunológica e pode influenciar na qualidade e na expectativa de vida. O assunto foi discutido no Conexão Cidade, da Nova Cidade FM, em entrevista com a neurologista e especialista em Medicina do Sono do Grupo Fleury, Dra. Rosana Cardoso Alves.
Segundo a médica, mudanças na rotina, como o excesso de telas, redes sociais, estresse e estímulos constantes, têm reduzido o tempo e a qualidade do sono. “A falta de sono adequado vai impactar na nossa qualidade de vida e também aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão”, explicou.
A especialista destacou que, para a maioria dos adultos, a necessidade fica entre sete horas e meia e oito horas de sono por noite, embora existam pessoas que naturalmente precisam de mais ou menos tempo.
Rosana também chamou atenção para os transtornos do sono, como a apneia, que pode provocar pausas na respiração durante a noite e sonolência durante o dia. “A pessoa pode achar que está dormindo, mas aquele sono está sendo fragmentado e não é reparador”, afirmou.
Sobre a melatonina, a neurologista alertou que o hormônio não deve ser utilizado de forma indiscriminada. Para casos de insônia, a orientação é buscar avaliação profissional e, quando indicada, a Terapia Cognitivo-Comportamental.
A médica também recomendou reduzir a exposição a telas e luzes antes de dormir, evitar álcool, cigarro e exercícios intensos próximo ao horário de descanso e priorizar uma rotina regular de sono.
Por Lidiane Souza, Redação Nova Cidade FM
Sono adequado ajuda a proteger a saúde e pode influenciar na expectativa de vida, explica especialista






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