O São João de Paramirim entrou no centro de uma polêmica após o Ministério Público da Bahia recomendar a suspensão imediata dos shows de Rey Vaqueiro e Léo Foguete por suspeita de superfaturamento nos cachês.
Segundo o MP-BA, os dois artistas foram contratados por R$ 450 mil cada para apresentações nos festejos juninos do município. O órgão aponta que os valores estariam acima da média praticada pelos cantores em outras cidades baianas. No caso de Rey Vaqueiro, a diferença chegaria a mais de 60% acima do parâmetro considerado razoável pelo Ministério Público. Já o cachê de Léo Foguete teria ficado cerca de 28% acima da média de mercado.
A recomendação foi publicada no Diário da Justiça e também inclui pedidos de explicações sobre contratos de outras atrações anunciadas nas redes sociais da prefeitura, entre elas Maiara & Maraisa, Waldonys, Marcynho Sensação e Vitinho Forró. Segundo o MP, alguns contratos não foram localizados no Painel Nacional de Contratações Públicas, o que levantou questionamentos sobre transparência nas contratações.
O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os altos cachês pagos durante o período junino, principalmente em municípios de pequeno e médio porte. Perfis de entretenimento e páginas de política passaram a discutir os limites entre investimento cultural e responsabilidade fiscal.
Após a repercussão, a Prefeitura de Paramirim informou que pretende apresentar defesa dentro do prazo estabelecido pelo Ministério Público. Em nota divulgada à imprensa, a gestão afirmou possuir “equilíbrio financeiro” e garantiu que os gastos com o São João não comprometem serviços essenciais do município.
Nos últimos anos, órgãos de controle como MP-BA, TCE e TCM vêm intensificando a fiscalização sobre contratos milionários em festas públicas na Bahia, especialmente durante o São João, período em que cidades nordestinas movimentam milhões de reais com atrações nacionais.






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