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Casos de catapora reforçam alerta para baixa cobertura vacinal na Bahia

A circulação da catapora, ou varicela, continua exigindo atenção na Bahia, principalmente diante das coberturas vacinais abaixo da meta de 95%. Em entrevista ao Conexão Cidade – Primeira Edição, o médico epidemiologista José Geraldo Ribeiro, do Grupo Fleury, explicou que a doença não desapareceu e que a baixa vacinação favorece o surgimento de novos surtos.

Segundo o especialista, a introdução de uma segunda dose da vacina no calendário do SUS reduziu significativamente as hospitalizações por catapora em crianças. “O fato de nós estarmos acumulando ano a ano coberturas abaixo do ideal deixa a população suscetível a esses surtos que episodicamente acontecem”, afirmou.

A doença é mais comum entre crianças, mas pode apresentar quadros mais graves em adultos. Por isso, o médico reforça a importância da vacinação infantil. “A forma de impedir que a doença chegue no adulto é exatamente ter alta cobertura entre as crianças”, explicou.

Na Bahia, os dados analisados pelo médico apontam queda em relação ao ano anterior, mas ainda registram casos em adultos, indicando que a doença não está completamente controlada. A recomendação é que crianças menores de sete anos que ainda não tenham recebido as duas doses procurem uma unidade de saúde para atualizar a vacinação.

José Geraldo também explicou que a catapora é altamente contagiosa e pode ser transmitida antes mesmo do aparecimento das lesões na pele. Entre os sintomas estão febre, mal-estar e, posteriormente, as características bolinhas ou vesículas pelo corpo. Em adultos, a fase inicial costuma ser mais intensa.

O médico destacou ainda que a vacina pode ser aplicada mesmo após o contato com alguém infectado. “Se você consegue aplicar a vacina entre três e cinco dias de um contato com catapora, a vacina ainda é capaz ou de evitar a doença, ou tornar a doença mais benigna”, afirmou.

Em casos identificados no início e que envolvam pessoas de maior risco, como adultos ou imunossuprimidos, existe também tratamento com antivirais, como o aciclovir.

Ao final da entrevista, o especialista deixou um alerta sobre a desinformação relacionada às vacinas. “Acredite no profissional de saúde do centro de saúde ou no seu médico. Não acredite, nem reenvie mensagens contra a vacina que você recebe em rede social”, orientou.

Por Lidiane Souza, Redação Nova Cidade FM

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