A candidata ao Senado pela Bahia, Delliana Ricelli (PSOL), participou nesta sexta-feira (21) do programa Conexão Cidade, da Nova Cidade FM. Durante a entrevista, ela apresentou propostas para áreas como educação, economia, saúde, segurança pública, tecnologia e trabalho.
Delliana afirmou que sua candidatura busca ampliar a representatividade no Senado. Segundo ela, é preciso “mudar essa fotografia do poder”, com maior presença de mulheres e de grupos historicamente sub-representados.
Na educação, a candidata defendeu a valorização dos professores, cumprimento do piso salarial, melhores condições de trabalho e formação continuada. Também criticou a política de aprovação automática na Bahia e defendeu a revisão das regras. Para ela, o combate à evasão escolar deve começar desde a primeira infância, com ampliação do acesso às creches e fortalecimento da educação básica.
Na economia, Delliana defendeu uma tributação maior sobre grandes fortunas, bancos, bets e fintechs. Também criticou as chamadas emendas Pix e defendeu mais transparência na aplicação dos recursos públicos. “A gente precisa de fato taxar mais quem ganha mais”, afirmou.
Para os jovens, a candidata propôs ampliar cursos técnicos e profissionalizantes, especialmente nas áreas de tecnologia e inteligência artificial, além de defender empregos com direitos trabalhistas e criticar a precarização do trabalho.
Na saúde, Delliana defendeu o fortalecimento da atenção básica e da prevenção, com ampliação das equipes de Saúde da Família e participação de profissionais como psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos. Também defendeu concursos públicos para profissionais da área.
Na segurança pública, a candidata destacou a importância de investimentos em inteligência, investigação e equipamentos, além de maior integração entre as polícias Civil, Militar e Federal. Ela também defendeu o debate sobre a desmilitarização das polícias.
Delliana declarou apoio à reeleição do presidente Lula, mas afirmou que o PSOL manterá autonomia para apoiar ou criticar medidas do governo. Entre as pautas que pretende defender no Senado, citou o combate ao feminicídio e o fim da escala de trabalho 6 por 1.
Ao final, a candidata reforçou a defesa da participação feminina na política. “Nós que somos mulheres, nós que estamos nas filas dos postos de saúde, nós que pegamos transporte público, somos nós que devemos também estar no centro dessas discussões”, afirmou.
A entrevista integra a série de conversas com candidatos ao Senado realizada pelo Conexão Cidade, da Nova Cidade FM.
Por Lidiane Souza | Redação Nova Cidade FM






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