A alimentação pode ser uma aliada no controle de sintomas da endometriose, principalmente das dores, fadiga e desconfortos intestinais. O tema foi discutido no programa Conexão Bom Dia, da Nova Cidade FM, com a nutricionista Júlia Beux do grupo Fleury.
Segundo a especialista, a endometriose é uma doença crônica e multifatorial e não existe comprovação de que a alimentação possa curá-la. “A alimentação contribui no alívio de sintomas da endometriose e pode ajudar na progressão da doença”, explicou.
Júlia destacou que não existe uma dieta única para todas as mulheres. Restrições ao glúten ou à lactose, por exemplo, devem ser consideradas quando há intolerância ou piora dos sintomas. Entre as recomendações estão reduzir o consumo de ultraprocessados, embutidos, frituras, açúcares, cafeína em excesso e o consumo excessivo de carne vermelha.
A nutricionista também defende a valorização de alimentos naturais e cita uma orientação simples: “descasque mais e desembale menos”.
Ela alertou ainda para os riscos das promessas de cura nas redes sociais. “Isso gera o que chamamos de terrorismo alimentar, medo de comer e culpabilização da mulher”, afirmou.
Para Júlia, o cuidado deve ser individualizado e envolver uma equipe multiprofissional, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Entre as medidas que podem contribuir para a qualidade de vida estão a hidratação adequada, saúde intestinal, consumo de frutas, legumes e verduras e atenção ao sono.
Por Lidiane Souza, Redação Nova Cidade FM
Alimentação pode ajudar no controle dos sintomas da endometriose, mas não substitui tratamento






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