Em entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, o diretor regional do Sindilimp em Juazeiro, Jamay Damasceno, falou sobre a mobilização nacional dos trabalhadores da limpeza urbana em defesa da votação do Projeto de Lei 4620/2020, que regulamenta a profissão de garis e margaridas em todo o país.
Segundo Jamay, o projeto tramita há mais de uma década e prevê avanços considerados históricos para a categoria, como reconhecimento oficial da profissão, criação de piso salarial nacional, adicional de insalubridade de 40%, redução da carga horária e aposentadoria especial. “Atualmente, a média salarial da categoria gira em torno de R$ 1.660,00 pouco acima do salário mínimo. O trabalhador da limpeza urbana merece reconhecimento e dignidade”, afirmou.
O sindicalista explicou que a proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e também passou pela Comissão de Constituição e Justiça, mas segue sem entrar na pauta do Senado Federal. “Hoje nós temos mais de 60 senadores que já assinaram pedindo a votação do projeto. O que falta é pautar”, declarou Jamay.
Proposta
Durante a entrevista, ele criticou o impasse em torno da proposta e afirmou que a categoria está disposta a ampliar a mobilização nacional caso o projeto continue parado. “Já tivemos paralisação no dia 15 e o feriado da categoria no dia 16. Agora a discussão é sobre uma greve nacional por tempo indeterminado”, disse.
De acordo com o presidente do Sindilimp, a greve precisará seguir os trâmites legais, incluindo assembleias e comunicação prévia aos municípios. Em Juazeiro, segundo ele, os serviços mais impactados seriam os da coleta de lixo. “A coleta é o serviço que mais pesa. Nenhuma cidade suporta cinco ou dez dias sem coleta de lixo”, ressaltou.
Jamay também destacou a importância dos profissionais da limpeza urbana para a saúde pública. “Nós somos os médicos da cidade. Quando o lixo não é recolhido, aumentam os riscos de doenças e outros problemas sanitários”, afirmou.
O sindicato informou que a população será comunicada oficialmente caso uma data para a greve seja definida.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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