A cidade de Juazeiro será palco, no próximo dia 3 de junho, de mais uma edição da campanha “Eu Viro Carranca”, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF). A mobilização chama atenção para a preservação do Rio São Francisco e reforça o papel da sociedade na defesa do Velho Chico.
Durante entrevista concedida ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, da Nova Cidade FM, o presidente do CBHSF, Cláudio Ademar, destacou que o rio ultrapassa fronteiras e impacta diretamente milhões de brasileiros. “Hoje, cerca de 30 milhões de brasileiros dependem direta ou indiretamente das águas do Rio São Francisco. É um rio que abastece cidades, movimenta a economia e sustenta comunidades inteiras”, afirmou.
Com o tema “Velho Chico, Rio de Muitas Mãos”, a campanha deste ano busca ampliar o debate sobre a responsabilidade coletiva na preservação do rio. Segundo Cláudio Ademar, o São Francisco pertence a todos os segmentos da sociedade, desde comunidades ribeirinhas até o agronegócio e a indústria. “A revitalização do rio não depende apenas de governos. Depende da união de todos: quilombolas, indígenas, pescadores, agricultores, empresários e da população em geral”, ressaltou.
Programação
A programação em Juazeiro começa às 8h, com ações de educação ambiental e atividades de repovoamento de peixes nativos. Também está em discussão uma parceria com a Codevasf para ampliar projetos permanentes de revitalização em toda a bacia hidrográfica.
Outro ponto destacado por Cláudio Ademar foi o volume de recursos destinados à recuperação do São Francisco. Segundo ele, cerca de R$ 800 milhões já foram garantidos por meio do Fundo Eletrobras, além de R$ 4,2 bilhões previstos após a privatização da empresa para ações de revitalização do rio. “O desafio agora é garantir que esses recursos sejam aplicados de forma efetiva e que o comitê tenha participação nas decisões sobre os projetos”, pontuou.
A campanha “Eu Viro Carranca” acontece há mais de uma década e utiliza a carranca — tradicional símbolo das embarcações do São Francisco — como representação de proteção do rio e de resistência cultural dos povos ribeirinhos.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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