A campanha Maio Laranja reforça o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes e chama atenção para sinais que muitas vezes passam despercebidos dentro de casa e nas escolas. Em entrevista concedida ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, a promotora da Infância e Juventude de Juazeiro, Renata Mamede, destacou que mudanças no comportamento das crianças podem indicar situações de violência.
Segundo a promotora, sinais como desatenção, isolamento e queda no rendimento escolar merecem atenção da família e da escola. Ela também alertou para os riscos envolvendo o uso da internet e dos celulares. “Hoje, o celular é uma porta de entrada muito perigosa. Existem jogos, desafios e pessoas que manipulam crianças e adolescentes pela internet, explorando a vulnerabilidade delas”, afirmou.
Responsabilidade legal
Renata Mamede explicou que os pais têm responsabilidade legal de acompanhar o que os filhos acessam na internet, especialmente crianças e adolescentes. “A segurança física e psicológica da criança deve prevalecer. O diálogo e a observação são fundamentais”, destacou.
A promotora reforçou ainda que a prevenção começa dentro de casa, com conversas abertas e orientação desde cedo sobre limites do próprio corpo. “A criança precisa aprender que existem partes do corpo que ninguém pode tocar, salvo em situações de cuidado e higiene”, disse.
Durante a entrevista, ela também chamou atenção para o fato de que o agressor pode estar em qualquer ambiente e não possui um perfil específico. “O abusador não tem rosto, classe social ou lugar definido. Pode estar na escola, no esporte, em qualquer espaço de convivência”, alertou.
Denúncias
A promotora orientou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, no Conselho Tutelar, no Ministério Público ou, em casos de flagrante, pela Polícia Militar, através do 190. Segundo ela, é importante fornecer informações detalhadas para ajudar na investigação. “Atualmente, os casos de abuso contra crianças e adolescentes representam cerca de 30% das demandas atendidas pela Promotoria da Infância em Juazeiro”, revelou.
Renata Mamede também alertou sobre a gravidade das denúncias falsas, lembrando que a denunciação caluniosa é crime previsto no Código Penal.
Por Lidiane Souza, da Redação Nova Cidade FM






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