Realizado pela primeira vez em Juazeiro, o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) reuniu representantes de todas as regiões do Brasil e de doze países, consolidando o Sertão do São Francisco como referência no debate sobre convivência com o Semiárido e sustentabilidade.
Em entrevista ao programa Conexão Cidade – Primeira Edição, Nívia Rocha, coordenadora administrativa do IRPAA Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, destacou a importância do evento para Juazeiro e para o Vale do São Francisco. “Foram onze meses de construção coletiva, com a participação de nove organizações, entre movimentos sociais, institutos federais e a Univasf, que sediou o congresso. É o território do Sertão do São Francisco ecoando mundo afora. A grande questão do nosso bioma nunca foi o clima, nem a seca, mas a ausência de políticas públicas e as injustiças. As experiências compartilhadas por comunidades tradicionais, quilombolas, fundos de pasto, marisqueiros e pescadores mostram que é possível viver bem no Semiárido, com estratégias adequadas e justiça climática”, afirmou Nívia.
Ela ressaltou ainda o papel do IRPAA na promoção da convivência com o Semiárido e na articulação entre diferentes redes e movimentos. “Nós do IRPAA saímos fortalecidos junto a essas redes, mostrando ainda mais a nossa força enquanto Semiárido e nossa atuação coletiva. Esse evento mostra a potência da cooperação. Foi o congresso que mais expressou aquilo em que acreditamos: a força da coletividade”, completou.
Para Nívia Rocha, o CBA deixa um legado que ultrapassa os dias de programação, fortalecendo a integração entre comunidades, pesquisadores e instituições, e reafirmando o protagonismo do Semiárido no debate agroecológico nacional e internacional.
Da Redação Nova Cidade FM





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